quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Trabalho final: apresentação de propostas na próxima aula

Oi pessoal, gostaria de pedir a todos que levem propostas de paper (trabalho final) para a próxima aula. Cada um pode levar um abstract de até 300 palavras resumindo uma proposta.

Conforme conversamos no primeiro dia de aula, a idéia inicial é que vcs formem grupos para produzir um paper colaborativo. O texto completo deve ter, aproximadamente, entre 6 e 7 mil palavras (fonte Times New Roman 12, entrelinha 1,5, incluindo notas e referências bibliográficas. Cada integrante do grupo deve produzir um mínimo de 1500 e um máximo de 2000 palavras. A turma pode se dividir em dois ou mais grupos.

O paper deve conter tb resumo em português e em inglês (abstract), 5 palavras-chave + 5 key-words.

Levem suas dúvidas e propostas para discutirmos na próxima terça.
Oi pessoal, publiquei dois curtas de FC latino-americanos para complementar nossa discussão da última aula, En Agosto e Barbosa. Abs!

Barbosa (1988), de Jorge Furtado

En Agosto (2008), curta colombiano

domingo, 15 de setembro de 2013

Terrorismo e a propaganda política no filme "Iron Sky"



Imagine uma co-produção finlandesa, alemã e australiana que mistura “Star Wars”, bases lunares nazistas, filme “Independence Day”, a republicana Sarah Pallin na presidência dos EUA, Naziexploitation e um astronauta negro símbolo do marketing político dos republicanos que cai nas mãos dos nazistas lunares para ser embranquecido e tornar-se ariano por médicos da SS. Pois essa combinação delirante foi premiada no Festival de Cinema Fantástico de Bruxelas e no Festival de Berlim. É o filme “Iron Sky” (2012). Pode parecer um pastiche de inconsequente humor negro, mas por trás dessas camadas de puro absurdo estão interessantes insights sobre o terrorismo de Estado e propaganda política além de fazer refletir sobre a natureza das teorias conspiratórias contemporâneas.

“De onde somos? Da Terra. E quando nós saímos? 1945. E para onde nós fomos? Para o lado escuro da Lua!!! Salve Hitler!” Essa é uma das primeira sequências de “Iron Sky” onde acompanhamos  uma aula na escola infantil dentro de uma gigantesca base lunar com tecnologia e arquitetura retro e com astronautas trajando roupas que parecem ter saído de algum brechó temático da II Guerra Mundial. Mas é uma base lunar para onde os nazistas fugiram após a invasão Aliada na Alemanha no final da Guerra para se esconder no lado escuro da Lua. Lá planejam a grande invasão à Terra para construir dessa vez o IV Reich.

Tudo vai bem até serem incomodados com a chegada do primeiro astronauta americano naquela região, James Washington (Christopher Kirby), em uma missão que é um produto da propaganda política de uma ultraconservadora  Sarah Palin (“Um Negro na Lua. Sim! Ela Pode!” – é o slogan da campanha da presidenta à reeleição). Prisioneiro, os nazistas roubam seu celular e descobrem uma tecnologia muito mais avançada que pode colocar em ação a maior de todas as armas: a gigantesca nave “Crepúsculo dos Deuses” – uma espécie de “Estrela da Morte” como no filme “Star Wars”.

Mas a bateria do celular acaba. Eles precisam de outro celular. Decidem enviar um pequeno grupo à Terra, junto com o astronauta James que, submetido aos tratamentos dos médicos da SS, torna-se ariano (!) – em uma hilariante referência ao filme “Dr Fantástico” de Kubrick, constantemente seu braço direito quer fazer a saudação nazi, mas é contido pelo esquerdo...